A parábola da figueira, relatada em Mateus 24.32-34, Marcos 13.28-30 e Lucas 21.29-32, convida-nos a estarmos atentos aos sinais que precedem o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo para não sermos pegos de surpresa.
Neste episódio do Por Dentro da Bíblia, Jean Peterson nos explica o significado da parábola da figueira, identificando se ela representa ou não Israel e qual a importância desta nação para as profecias escatológicas.
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Leia o Estudo Bíblico a Seguir
A parábola da figueira é um dos ensinamentos proféticos mais importantes de Jesus, funcionando como um termômetro espiritual para a Sua vinda. Em termos simples, ela ensina que, assim como o brotar das folhas de uma figueira anuncia a chegada do verão, o cumprimento de sinais específicos — incluindo o papel da nação de Israel — indica que a volta de Jesus está próxima, “às portas”.
Para compreender a profundidade desse mistério à luz da Bíblia e do profético, exploraremos os fundamentos, os símbolos e o marco histórico de 1948.
Onde a Parábola da Figueira está na Bíblia?
A parábola é central no chamado Sermão Escatológico de Jesus e pode ser encontrada em três dos quatro Evangelhos:
- Mateus 24:32-34
- Marcos 13:28-30
- Lucas 21:29-32
No relato de Mateus, Jesus instrui: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão”.
A Figueira como Símbolo da Nação de Israel
Muitos estudiosos defendem que a figueira representa Israel. Essa interpretação não é arbitrária, mas fundamentada em diversas passagens do Antigo Testamento onde Deus associa o Seu povo a essa árvore:
- Oséias 9:10: O profeta compara os antepassados de Israel às “primícias da figueira nova”.
- Jeremias 24:5-7: O Senhor utiliza a imagem de “bons figos” para se referir aos exilados de Judá, prometendo-lhes restauração e um novo coração.
- Miquéias 4:4: A paz futura no Reino Milenar é descrita como cada homem assentado debaixo da sua própria videira e figueira.
O Contraste: A Figueira Estéril e a Rejeição
Apesar do chamado, a Bíblia registra momentos de juízo. Em Marcos 11, Jesus amaldiçoa uma figueira sem frutos, simbolizando a rejeição de Israel ao Messias, o que culminou na destruição de Jerusalém em 70 d.C.. Já em Lucas 13:6-9, a parábola da figueira estéril ilustra a paciência de Deus com a falta de arrependimento da nação durante o ministério de Cristo.
O Renascimento de Israel em 1948: A Figueira Brotando
Um dos marcos proféticos mais citados é o renascimento do Estado de Israel em 14 de maio de 1948. Após quase dois mil anos de dispersão, o retorno dos judeus à sua terra é visto como o início do “brotar dos ramos” da figueira.
- Cumprimento Parcial: Embora Israel tenha voltado a ser uma nação, estudiosos creem que a ocupação total da terra prometida e a paz plena ocorrerão apenas no Milênio, sob o governo do Messias.
- Conversão Espiritual: Atualmente, observa-se um movimento crescente de judeus reconhecendo Jesus como o Messias, o que reforça o sinal de que o tempo está próximo.
O Mistério de “Esta Geração” (Mateus 24:34)
Jesus afirmou: “Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”. Este versículo gera intensos debates escatológicos:
| Interpretação | Descrição |
|---|---|
| Geração Histórica | Alguns creem que se refere ao povo judeu, que preservará sua identidade até o fim. |
| Geração Profética | A visão mais comum é que se refere à geração que presenciar as folhas brotarem (os sinais finais), a qual não morrerá sem ver o retorno de Cristo. |
Essa geração verá o florescimento de Israel, o aumento de fomes, guerras, terremotos, o surgimento do anticristo e, por fim, a volta gloriosa de Jesus.
Escatologia e a Ordem dos Eventos Finais
De acordo com a visão pré-milenista e pré-tribulacionista, o plano de Deus para a Igreja e para Israel segue caminhos distintos, mas convergentes:
- O Princípio das Dores: Período atual marcado por desastres e iniquidade crescente.
- O Arrebatamento da Igreja: Um evento iminente e secreto onde a Igreja é retirada antes da ira divina ser derramada.
- A Grande Tribulação: Período de juízo severo destinado à purificação e restauração de Israel.
- A Volta Visível: Ao final da tribulação, Cristo retorna com Seus santos para reinar em Jerusalém por mil anos.
Conclusão
Se a nossa geração é aquela que testemunhou o florescimento da figueira (Israel), então o cumprimento total das profecias está muito próximo. Independentemente das divergências interpretativas, o ponto central é claro: os sinais estão se cumprindo diante de nossos olhos.
Devemos viver com vigilância, santidade e esperança, pois o Arrebatamento pode ocorrer a qualquer momento e o Senhor está, de fato, às portas.
Deus te abençoe!
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