Neste episódio do Por Dentro da Bíblia, Jean Peterson analisa o texto bíblico de Efésios 4.11 e outros para identificar se todos os dons ministeriais são válidos atualmente ou somente alguns deles.
Os dons ministeriais descritos em Efésios 4.11 ainda causam divergências entre pentecostais e tradicionais quanto a atualidade.
Neste episódio do Por Dentro da Bíblia, Jean Peterson analisa o texto bíblico de Efésios 4.11 e outros para identificar se todos os dons ministeriais são válidos atualmente ou somente alguns deles.
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Leia o Estudo Bíblico a Seguir
Este artigo explora detalhadamente a base bíblica, as funções de cada dom e os argumentos teológicos que sustentam sua vigência nos dias de hoje.
O Texto Base: Efésios 4 e a Missão dos Dons
A fundamentação para a validade atual dos dons ministeriais encontra-se em Efésios 4:11-14. Segundo as Escrituras, o próprio Cristo concedeu esses dons com propósitos específicos para a comunidade cristã:
- Capacitação: O aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério.
- Edificação: A construção e fortalecimento do “Corpo de Cristo”.
- Proteção Doutrinária: Evitar que os fiéis sejam levados por “ventos de doutrina” ou enganados por astúcia humana.
O texto afirma que esses dons devem operar “até que todos cheguemos à unidade da fé” e ao conhecimento pleno do Filho de Deus, atingindo a estatura de Cristo. Como a Igreja atual ainda apresenta falhas e imperfeições, entende-se que a missão dos dons permanece inacabada e, portanto, necessária.
Diferenciação: Dons Ministeriais vs. Dons Espirituais
É importante distinguir as três principais listas de dons mencionadas no Novo Testamento para compreender o foco deste estudo:
- Dons Ministeriais: Descritos em Efésios 4, focados na edificação da igreja.
- Dons Espirituais: Listados em 1 Coríntios 12:4-11.
- Mistura de Dons: Apresentados em Romanos 12.
Detalhamento dos Cinco Dons de Ministério
Embora existam visões divergentes entre denominações tradicionais e pentecostais, a análise bíblica detalha as funções de cada um dos cinco ministérios:
1. Apóstolos (Os Enviados)
O termo significa “enviado”. O estudo diferencia dois aspectos deste dom:
- Dom Restrito: Refere-se aos 12 apóstolos originais e a Paulo, que foram testemunhas oculares da ressurreição de Jesus.
- Dom do Apostolado (Geral): Continua válido hoje e manifesta-se em missionários e fundadores de igrejas que estabelecem novos trabalhos em campos inexplorados.
- Importante: A Bíblia não sustenta uma hierarquia onde o apóstolo manda nos pastores; Cristo é a única cabeça do corpo.
2. Profetas
Diferente do dom de profecia individual, o profeta ministerial foca no direcionamento e guia da igreja.
- Sua função atual é interpretar as Sagradas Escrituras para orientar o povo de Deus.
- Limitação: Não existem mais profetas nos moldes do Antigo Testamento que tragam “novas revelações” fora da Bíblia; qualquer mensagem antibíblica caracteriza um falso profeta.
3. Evangelistas
São os responsáveis pela linha de frente da pregação. O foco do evangelista é ganhar almas e trazer novas pessoas para o corpo de Cristo.
4. Pastores
O pastor exerce o cuidado pessoal e o pastoreio direto das “ovelhas”. Sua função envolve ouvir, aconselhar e cuidar das necessidades individuais dos membros, mesmo que não possuam um título formal.
5. Doutores ou Mestres
Dedicam-se ao estudo aprofundado e ao ensino da Palavra de Deus. Enquanto o pastor cuida, o mestre “limpa” e alimenta a igreja com instrução bíblica sólida, garantindo que a congregação não fique vulnerável a erros doutrinários.
Por que os dons de Apóstolo e Profeta ainda valem?
Algumas visões teológicas argumentam que apóstolos e profetas foram apenas o “fundamento” inicial da Igreja. No entanto, a perspectiva apresentada defende sua validade com base em dois pontos:
- Argumento Temporal: Efésios 4:13 estabelece que os dons durariam até a unidade da fé e a estatura completa de Cristo, o que ainda não ocorreu.
- Inexistência de Proibição: Não há base bíblica que declare explicitamente a cessação de qualquer um desses dons.
Embora os apóstolos e profetas de hoje não tenham o mesmo contexto dos “12” ou dos profetas bíblicos clássicos, sua função ministerial de implantar igrejas e orientar o povo à luz da Bíblia continua vigente.
Conclusão
Cada cristão é chamado para uma missão e deve servir conforme o dom que recebeu, seja ele ministerial ou de serviço (como socorro e misericórdia). A atuação interligada de todos esses dons é essencial para que a Igreja não seja “manca” e cumpra seu papel no mundo.
Deus te abençoe!
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