O dízimo foi instituído por Deus para o sustento dos levitas, isto é, os descendentes de Levi e pertencentes à tribo de mesmo nome. Eles foram escolhidos por Deus para cuidarem do sistema cultual e sacrificial da nação de Israel e não tinham direito à herança como os pertencentes as outras tribos.
Neste episódio do Por Dentro da Bíblia, mais longo do que de costume, Jean Peterson trata acerca do dízimo no contexto do Velho Testamento, explicando sua origem e finalidade. Também se utiliza de vários textos bíblicos para demonstrar se o dízimo continua válido no contexto do Novo Testamento, como um ato normativo para a vida do cristão.
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Deus o abençoe.
Leia o Estudo Bíblico a Seguir
Este guia completo explora a validade e a prática do dízimo no Novo Testamento, analisando suas origens históricas, o posicionamento de Jesus e as orientações apostólicas para a Igreja hoje.
O Dízimo no Novo Testamento: É Válido? Entenda o que a Bíblia Realmente Diz
Muitas pessoas se perguntam se o dízimo ainda é uma obrigação para os cristãos modernos ou se essa prática pertence apenas ao Antigo Testamento. Para compreender esse tema, é necessário analisar a transição da Lei para a Graça e o que a Palavra de Deus ensina sobre a generosidade cristã.
O que é o Dízimo e Qual sua Origem?
O dízimo consiste na prática de dedicar a décima parte (10%) dos rendimentos a Deus. No Antigo Testamento, ele foi instituído para o sustento dos levitas, a tribo que não possuía herança de terras porque era dedicada exclusivamente ao serviço do templo. Os israelitas entregavam dízimos de colheitas, rebanhos e produtos agrícolas para manter os sacerdotes, órfãos, viúvas e estrangeiros.
A História de Abraão e Melquisedeque: O Primeiro Dízimo
Antes mesmo da Lei de Moisés ser estabelecida, a Bíblia registra que Abraão foi o primeiro a dar o dízimo. Em Gênesis 14, após resgatar seu sobrinho Ló, Abraão entregou a décima parte de tudo a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo.
Pontos-chave sobre o dízimo de Abraão:
- Ato de Gratidão: Abraão não deu o dízimo para receber uma bênção, mas como resposta à bênção já recebida.
- Não foi uma Barganha: O sacerdote o abençoou antes mesmo de receber o valor, mostrando que a gratidão deve preceder a oferta.
- Tipificação de Cristo: Melquisedeque é visto como uma figura de Jesus Cristo, o sacerdote eterno que não pertence à linhagem de Levi, mas à de Judá.
O Estudo de Malaquias 3: Contexto para a Igreja
A passagem de Malaquias 3 é frequentemente citada para incentivar o dízimo, mencionando que quem não o entrega estaria “roubando a Deus”. No entanto, é crucial entender o contexto histórico:
- Direcionado a Israel: Esta repreensão foi feita à nação de Israel sob a vigência da Antiga Aliança.
- Sustento dos Levitas: O dízimo era necessário para que os levitas não precisassem abandonar o templo para trabalhar no campo.
- A Casa do Tesouro: O versículo sobre “trazer dízimos à casa do tesouro” referia-se ao local físico de armazenamento de alimentos e utensílios do templo em Jerusalém.
O Ensino de Jesus sobre o Dízimo
No Novo Testamento, Jesus mencionou o dízimo ao confrontar os escribas e fariseus em Mateus 23:23 e Lucas 11:42. Ele os chamou de hipócritas porque, embora fossem meticulosos em dar o dízimo até de ervas pequenas (como a hortelã), negligenciavam o que era mais importante: o juízo, a misericórdia, a fé e o amor de Deus. Jesus enfatizou que o foco deve estar na atitude do coração, e não apenas na observância ritualística de um valor fixo.
A Generosidade na Igreja Primitiva e o Ministério de Paulo
Diferente do Antigo Testamento, o Novo Testamento não apresenta uma ordenança explícita de doação de somente 10%. Em vez disso, vemos um modelo de generosidade radical:
- Comunidade de Bens: Em Atos, os cristãos primitivos compartilhavam tudo o que tinham, vendendo propriedades para suprir a necessidade de todos.
- Integridade e Verdade: O caso de Ananias e Safira (Atos 5) mostra que a punição não foi por não darem o dízimo, mas por mentirem sobre o valor da oferta, destacando a importância da honestidade.
- O Princípio de Paulo: O apóstolo Paulo ensina que aqueles que trabalham na obra do Senhor devem viver dela, mas não impõe o dízimo como lei. Ele destaca o exemplo das igrejas da Macedônia, que deram voluntariamente mesmo em extrema pobreza.
Diretrizes Práticas para Dizimar e Ofertar Hoje
Para o cristão, a prática de dizimar e ofertar deve seguir princípios de liberdade e alegria:
- Planejamento e Ordem: Paulo sugere que cada um separe uma quantia conforme suas posses no primeiro dia da semana.
- O Princípio da Semeadura: “Quem semeia pouco, pouco também colherá” (2 Coríntios 9:6). A generosidade atrai a provisão divina.
- Dar com Alegria: A contribuição deve ser decidida no coração, sem tristeza ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
Conclusão
A questão do dízimo no Novo Testamento não é sobre uma regra rígida de porcentagem, mas sobre a disposição do coração. Seja através de 10% ou até acima disso, o ato de dizimar e ofertar deve ser uma resposta de amor e gratidão à graça que recebemos de Deus.
Deus te abençoe!
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